Autor: Ronaldo Nunes
•8/03/2010 12:34:00 AM

Extinguem-se as poesias
Apagam-se as linhas
Tudo escrito
Nada foi lido
Pouco importava
Feio ou bonito
Lembrado ou esquecido
O ¨Tanto faz¨
Se torna o mais dito
O mais pensado
Poucas palavras
Se torna favorável
O que é mais provável
Ou menos desagradável
Um fato incontestável
Sentimento inenarrável
É ainda a minha vontade em viver...




Ronaldo Nunes

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1 comentários:

On 5 de abril de 2011 16:46 , Carmen Regina Dias disse...

Qual Rainer M Rilke em Cartas a um jovem Poeta, eis que o poeta percebe ser a poesia
o seu jeito singular de olhar para as coisas, sua forma de compreender a vida.
Ser lido e compreendido é uma ilusão, uma possível hipóteses,
A menos que o poeta deseje ler-se com outros olhos.
O poema, ao leitor, é um espelho, revelando seus próprios pensares e sentires;
Inútil supor que outrem lerá os versos pela ótica do poeta.
O leitor, na verdade, esgotadas as possibilidades de captar os sentidos do poeta,
reescreve o poema ao seu bel prazer,

A que servem os poemas?
Só sei que sáo o que nos faz viver>> transcender os sentimentos pelos olhos da poesia,
pelos sentidos da alma através dessas máos que Deus Universo nos deu.

Está bom demais. Como no filme O Carteiro e o Poeta, >> o poema, uma vez escrito,
pertence a quem precisa dele <<< Mario, a Neruda, que concordou.

Só nos resta escrever, e buscar aquele que sabe ler dentro de nós para fazer o serviço.
Beijos, sempre.