Autor: Ronaldo Nunes
•2/26/2011 01:21:00 PM


O todo é uma parte
E uma parte é o todo
Tudo é o que se conota
E pode ser também o inverso do outro

Leia um livro pela metade
E esta metade
Do livro será o todo

Leia um livro por completo
E esta será metade ou menos da metade
Do que pode adquirir de informação

Pesquise além do que lhe é dado
E poderás dizer com convicção
Assim completo esta poesia
E fica aqui metade de minha inspiração.




Ronaldo Nunes
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2 comentários:

On 26 de fevereiro de 2011 17:33 , Carmen Regina Dias disse...

A parte e o todo.
Por que ser médium, se posso ser ótimum? escreveu Dr Paulo Urban.
o belo é apenas o começo do terrível,escreveu Rilke
E Fernando Pessoa, ao que consta, escreveu sob
173 heterönimos.
Já, Whitmann, escreveu > Se me contradigo? Pois bem, me contradigo, sou vasto, contenho multidões”
O símbolo taoista do Yin Yang também encerra
o princípio da parte antagônica no todo.
Co-existem.
Como no poema.
Só o amor é indivisível. Está pleno em cada parcela de amorosidade.

 
On 7 de março de 2011 23:15 , Iara disse...

Que lindo esse poema, se fica a metade da inspiração, que se complete a poesia no coração daquele que le, e em cada coração se faça mais meia poesia para devolver ao poeta toda a inspiração com a qual ele as cria.