Autor: Ronaldo Nunes
•2/28/2011 07:00:00 PM


Nada é bom quando levado ao exagero

Mas do exagero
Qual é a medida exata?
Quando é que a insanidade
No exagero se encaixa?

Me diz!!

E se já feito...
Então
Recomece...
Refaça!

O meu exagero...
O teu exagero...
Há de se concordar que na proporção
Eles não são os mesmos

Mas também há de se concordar
Quem isso não impede d'eles serem eles mesmo
Afinal exagero é exagero!

Pra quem não exagera
Sou um exagerado!
Pra quem não me enxerga
Nas minhas palavras estou camuflado

Sou o oposto do que se consegue entender
Se me decifras
É por partilharmos do mesmo querer

Se exagerei nas palavras
É porque a minha medida
Não é a mesma que serve para você

Assim o exagero se faz presente!
Nas palavras... Nos gestos...
Na cabeça da gente!
Está também na sensibilidade de quem escreve
Ou na pele daquele que lê e não sente!



Ronaldo Nunes
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3 comentários:

On 28 de fevereiro de 2011 19:13 , André Luis de Vasconcelos disse...

o seu exagero de sensibilidade me emocionou irmão parabens @sempreandre

 
On 28 de fevereiro de 2011 19:42 , Carmen Regina Dias disse...

"O que quer que pensem de nós jamais parecerá ao que somos." Rumi-Sama IV

Lembrei também Clarice Lispector naquele trecho
"Escrevo por profundamente querer falar. E se digo “eu” é porque não ouso dizer “tu”, ou “nós” ou “uma pessoa”. Sou obrigada à humildade de me personalizar me apequenando mas sou o és-tu."

Paira sobre o exagero dos versos uma verdade
incontrolável. Deu poema. Parabéns!

 
On 28 de fevereiro de 2011 19:44 , RosaMaria disse...

Me permita exagerar...

Mais um gole
Mais uma linha
Mais uma mensagem
Mais uma espera
Mais um verso
Mais uma prosa
Mais uma palavra

Qual a graça de se viver, sem os exageros.

Um beijo exagerado pra vc poeta!
Ótima semana