Autor: Ronaldo Nunes
•4/04/2011 09:36:00 PM

Dissestes assim:

-Escreva-te!
Que falo de ti

Digo-te assim:

-Transcrevo-te
O que sinto em mim

Sou rabisco
Em teu chão esbranquiçado
És finito
Nos meus versos relatados

Falo o que sinto

Preencho o espaço
Sou poesia
Tu és o compasso

Chegastes ao fim
De meu espaço em branco
Pelo menos é o que acho

Pegue outra de mim!
Se acabo,
Novo me faço

O papel aqui é o manda chuva
E o poeta sensível, capacho.




Ronaldo Nunes
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1 comentários:

On 4 de abril de 2011 21:55 , Iara disse...

Quanta verdade em um poema, o poeta sempre escravo do papel e da caneta, senta absorto em pensamento e deixa que assim nasça sem medo todas as palavras que o papel sedento de poesia pede que a caneta marque com tinta na folha branca que o poeta ainda tinha.