Autor: Ronaldo Nunes
•4/08/2011 09:16:00 PM

Depois de anos longe daquela que fora sua primeira escola. Sentiu a necessidade de regressar ao lugar onde iniciou sua vida acadêmica para acertar algumas pendências que perduraram por muito tempo. Foram alguns longos anos planejando esse regresso, estava convicto do que queria, sabia bem o que devia fazer ao entrar naquele local. É chegado o grande dia, fez toda uma preparação, não queria que nada saísse de forma inesperada. Seguiu em direção a escola naquela data que ficaria marcada pelo resto de sua vida. Sabia que não podia titubear. Ao chegar na escola, sentiu-se em um estado de euforia, tinha medo e ao mesmo tempo coragem pela forma que entrara naquela escola e nunca dantes tinha sido visto de tal maneira. Era uma novo olhar que tinham sobre ele, os olhares que lhe fitavam eram uma mistura de surpresa e respeito. Adentrou então em uma das salas daquele colégio, percebeu um grupo de meninas conversando sobre a prova aplicada no dia anterior, mais ao fundo viu alguns garotos brincando enquanto não chegava o professor. Neste mesmo instante todos lhe perceberam e ficaram sem reação, durante alguns segundos houve um silêncio que logo foi quebrado pela diretora do colégio que ao ver o mesmo caminhando em direção a sala correu para a porta e disse: Este é o novo professor! Tenho orgulho de ver este jovem trabalhando na escola em que foi alfabetizado. Peço-lhes que o recebam com uma salva de palmas.


É uma pena que nem todos regressam ao lugar aonde deram seus primeiros passos com o mesmo sentimento.
Que Deus possa confortar as famílias que perderam de forma precoce e inesperada aquelas vidas tão preciosas, as quais irão fazer muita falta neste mundo.




Ronaldo Nunes
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5 comentários:

On 8 de abril de 2011 21:46 , André Luis de Vasconcelos disse...

muito boa a poesia loka de mais é uma pena que o regresso do bem nem sempre seja para k o bem fique sem desdem.

 
On 8 de abril de 2011 21:51 , Carmen Regina Dias disse...

É o meu escritor!
Gosto do toque inusitado que me aguarda no fim, sempre uma nova delícia que, vocë, este ser delicioso, escritor talentoso,
oferece pra mim.

Adoro ler-te.

besos noturnos, suave brisa...

 
On 9 de abril de 2011 11:59 , Marcão Baixada disse...

Texto maravilhoso Ronaldo, muito lindo mesmo.
Mandou muito bem na arte de prender o leitor até o fim do conto. Meus parabéns mano! Tamo junto!

 
On 9 de abril de 2011 13:09 , Julia Mainardes Lopes disse...

Lindo seu texto, ainda bem que através do exercício da literatura outros finais são possíveis!

 
On 9 de abril de 2011 20:57 , Zinah Alexandrino disse...

Ronaldo,surpreendeste-me.De inicio deu-me a impresão que havias ficcionado o terror ocasionado pelo atirador do Realengo.Mas fizeste melhor,contextualizou parte do acontecimento de uma maneira leve,benfazeja e inusitada;aquele final feliz que se espera sempre das histórias da vida de cada um.E do seu conto não foi diferente...que bom,nos envolveste nesse enlevo, para esquecermos os horrores daquele triste episódio com toda técnica que se exige na estrutura do conto.Parabéns,futuro ficcionista!