Autor: Ronaldo Nunes
•12/24/2012 11:19:00 PM

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Houve um tempo em que eu dormia na noite de Natal para dar o tempo necessário do Papai Noel colocar o presente debaixo da árvore. Hoje, durmo...  Mas é para que esse dia acabe logo.







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Autor: Ronaldo Nunes
•12/16/2012 11:03:00 PM
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Não é porque a carapuça serviu que você tem que usar.






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Autor: Ronaldo Nunes
•12/10/2012 01:55:00 PM

Resolvi postar hoje no blog um texto que criei motivado por uma questão proposta por uma professora do curso de Letras. De certo que o texto poderia ser mais trabalhado, mas por ser tratar de um exercício de sala de aula, posto sem alterações.
____

            Acompanhar as novas tecnologias é preciso! Acredito muito nisto, mas é preciso ter consciência de onde se vem e pra onde se vai com o uso delas.   Vejo o quão importante tem sido todo esse avanço, cito a internet como o exemplo mais forte. Não nos imagino sem ela, mas me recordo de quando vivia sem conhece-la. De fato, sua existência é de extrema necessidade, mas penso que não seja necessário usa-la ao extremo. A inserção dessas novas tecnologias na sala de aula, tem lá seus benefícios. Abro um espaço aqui, para contar um fato que me ocorreu no curso de letras: Uma professora nos pediu que lessemos para a próxima aula a introdução de um livro que continha mais de oitocentas páginas. Eu como possuo um tablet, rapidamente acessei a internet e baixei o livro no formato pdf (Portable Document Format). Ou seja, rapidamente tinha na ponta dos dedos o material necessário para próxima aula, não precisando assim, ter que ir até uma biblioteca em que possuísse este livro para loca-lo, e mais ainda, sem ter que carregar um livro pesado, com inúmeras páginas, tudo isso para ler apenas a introdução. Tudo bem, sei que haveria também a possibilidade de “xerocar” a introdução, mas estamos inseridos num contexto ecológico, de uma população preocupada com o meio ambiente, e ciente dos detalhes que fazem toda a diferença. Este é apenas um dos exemplos de como essas tecnologias nos ajudam em sala de aula. Mas novamente quero colocar-me como exemplo; por ter dois blogs, trabalhar com o computador, e fazer pesquisas na internet, acabei adquirindo uma considerável habilidade para digitar textos, porém, hoje, não mais tenho a mesma desenvoltura com a caneta. Devo admitir que seria de grande valia ter novamente um caderno de caligrafia. Esse seja talvez, o exemplo mais simples dos malefícios do uso constante destas tecnologias.
Precisamos encarar todo esse aparato tecnológico como ferramentas que nos auxiliam nas mais diversas areas da vida. No caso da sala de aula, ele é capaz de agregar conhecimento de forma “imediata”, sanando as dúvidas dos alunos e tornando mais clara a explicação de quem leciona. Agora, é preciso estar atento para não nos tornarmos dependentes dela para chegarmos a qualquer conclusão. Meu maior medo quanto a internet é: Que ela “mate” a reflexão. Que ela nos impeça de pensar, e de questionar(-se). Tenho medo que ela nos faça aceitar somente as respostas encontradas no Google. A internet é quase indispensável... Isso mesmo, quase! Termino este texto com uma argumento reflexivo: Imagine aqueles gênios a favor da nação, estando lá no Pentágono, buscando colocar em um local seguro  todas as informações sigilosas em um banco de dados. Sem saber como executar tal missão, se vêem obrigados a recorrer a não sei que portal de busca que fica também não sei aonde com as frases: O que é a internet? Como criar uma?.





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Autor: Ronaldo Nunes
•11/26/2012 09:35:00 PM

                                                      
Queria estar errado, mas esta triste realidade em que rapidamente irei relatar de forma livre e um pouco dispersa, faz-me acreditar sem titubear, que o mundo vai de mal a pior. Mais que pingo nos I’s, está faltando acento, agudo, é o caso, pois a coisa é grave. Sente-se! ... Ainda que não tenha assento, sente-se no chão para não cair.  Nesse País sem paz, onde os pais não assumem suas responsabilidades, onde as secretarias estão sem secretárias – em alguns casos, não fisicamente, mas seus atendimentos nos passam esta impressão –, nesse lugar onde médica medica sem consultar o paciente, atestados são vendidos, e compra quem precisa se passar por doente. Os que calam hão de consentir, os que falam vistos como loucos serão.    

Vejo o opressor que tem domínio do seu discurso, traz na mente, mas ele mente, e quase tudo que diz é pura manobra. Manipular é o objetivo! Manipular, manipular... Acerca desses assuntos talvez não se interesse, mas eles estão a cerca de vós. Há cerca de anos venho falando estas coisas, mas as palavras não são bem decodificadas, e isso passa a impressão de que estou falando coisa com coisa, e que cada vez mais, sigo perdendo a voz.




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Autor: Ronaldo Nunes
•11/15/2012 03:12:00 PM



Não basta ter nove, dez, onze anos para ser criança. A infância não está nos primórdios de nossa existência. Não, realmente ela não está (somente) lá!

Nesta semana, acontece a bienal do livro aqui em Fortaleza, no estado do Ceará. E eu, como um bom amante das letras, dei uma fugidinha do trabalho e fui me encontrar com minha paixão maior. O curioso é que, lá, não foram os livros que mais me chamaram atenção. E sim, uma enorme quantidade de crianças e adolescentes, a grande maioria de escolas públicas do interior do estado, que faziam uma daquelas excursões anuais tão sonhadas pelos alunos. Sim, tão sonhadas! Digo isso com propriedade, estudante de escola pública, lembro-me bem do dia em que fui ao Museu Aeroespacial no Rio de Janeiro. Aguardei o ano todo ansiosamente por aquele dia... E que dia!

Bom, o novo Centro de Convenções é realmente algo fascinante, em um espaço gigantesco, salas e mais salas, inúmeros elevadores e escadas rolantes que sobem e descem gente. Escada rolante... Esse foi o fator determinante para que eu tivesse naquele dia, plena certeza de que, infância não é algo cronológico.

As crianças e adolescentes que lá estavam, que vieram por meio da excursão, por uma “determinação” de seus professores, passeavam em fila indiana pelos estandes, olhando estante por estante, livro por livro. Por um instante, achei aquela cena linda, lembrei-me de quando tinha a mesma idade e saia para as excursões escolares. Acontece que, algumas crianças, criaram, à sua maneira, sua própria “disciplina”. Saiam da fila, saiam correndo pelo salão, passeavam pelos andares, desciam, subiam, subiam um pouco mais, refaziam o percurso, insistentemente, inúmeras vezes... Estas que ficaram subindo e descendo, em sua maioria, eram jovens que aparentavam ter treze, quatorze, chegando alguns a aparentar até mesmo uns dezessete anos. Crianças, que pisavam na escada rolante, que sorriam, olhavam um para o outro, falavam, cochichavam, às vezes gritavam, riam como quem não tem preocupações. Caminhavam de costas na escada, naquela escada faziam das mais mirabolantes peripécias...

Diante daqueles jovens, percebi que ser criança não é ter dez anos. Ser criança é ter pureza, ainda que por um instante, uma pureza momentânea. Ser criança é não se importar com o que os mais velhos pensam. Ser criança é fazer amizade em qualquer lugar, com qualquer pessoa, de qualquer credo, de qualquer etnia, de qualquer classe social. Ser criança é transformar vias de acesso em local de diversão. Ser criança é depositar nas coisas felicidade ao invés de preocupações.

Digo logo. Não, eles não estavam deteriorando o patrimônio! Não estavam fazendo mal uso. Eles apenas desciam e subiam, com brilhos nos olhos, com olhar de contemplação, maravilhados. Eram crianças, e não tinham a maldade de um adulto em estragar tudo por onde passam. Eram crianças, e só queriam aproveitar a excursão.


08/11/2012
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Autor: Ronaldo Nunes
•11/14/2012 08:25:00 AM




____    Palavra maldita é a palavra mal dita.    ____





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Autor: Ronaldo Nunes
•11/01/2012 01:53:00 PM

[...]


Como bons amantes que foram, não pensavam no fim. Eram reticências... Acreditavam que muitas páginas ainda estavam para serem escritas. Ao defrontarem-se com a realidade de todo livro finito, sentiram-se insatisfeitos, e se separam...
.      
Perceberam que ali ficara um ponto final.





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Autor: Ronaldo Nunes
•10/25/2012 02:29:00 PM
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A la fenêtre; comptant les heures
... Por que todas as coisas ainda que infindáveis em sua existência,
São possuidoras de uma limitada contemplação.
E talvez, não seja mais prudente permanecer parado,
Estático nessa relação, enquanto os dias se vão,
Enquanto permanecer é um sim, por ser mais cômodo que um não.
Abandonar o cotidiano é preciso,
Dia pós dia, reinventar a solidão...
Ficar sozinho não é dos piores males.
Pior é ter companhia, e se sentir
Em total exclusão.




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Autor: Ronaldo Nunes
•10/22/2012 10:41:00 PM

[créditos da imagem.]

Aqui me expresso
E não transcrevo o que sinto, não!
Traduzo.
Traduzo, tentando colocar em palavras o meu real sentir.
Sinto...
A necessidade em falar de meus anseios.
Mas não falo, não!
Escrevo.
Escrevo nesse campo gráfico-visual o que mais se aproxima
                           [de todos esses sentimentos e sensações.
Para que, então, tu leias
E compreenda o mínimo possível
A ponto de dar-se conta que,
Na falta de uma musa, a aula de Vocábulo serve também para
                      [transferir de meio, esse resquício de inspiração.






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Autor: Ronaldo Nunes
•10/16/2012 06:13:00 PM

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Enquanto recuperas a energia,
Contemplo-te
Renovando as minhas.
Relato nossos momentos, pausadamente,
Degustando cada segundo,
Querendo-te ininterruptamente,
Enxergando-te nesse quarto escuro
...
Teus olhos brilham
Teu sorriso ilumina
Tua voz (en)canta
Teu rosto é a face da minha alegria

Ainda que eu não levante da cama para ascender a luz
e defronte-me ao espelho
Está claro que,
Ti, somente em ti, é que posso ver-me com um sentido na vida.




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Autor: Ronaldo Nunes
•10/11/2012 03:37:00 PM



Já passava da meia-noite e nada dela chegar. Todos naquela casa começaram a ficar agoniados. Andavam de um lado para o outro, estavam estressados, irrequietos, ansiosos, na esperança de que logo ela voltasse... O suor os deixava mais nervosos ainda. Por ela não se encontrar ali, nenhum deles sabia exatamente o que fazer. Aliás, nenhuma outra coisa senão encontrá-la, era o que queriam fazer... Não tomaram banho, deixaram os afazeres domésticos, lá, largado, roupas sujas, panelas, pratos, copos, a cozinha estava inutilizável, só então, em meio a toda aquela desordem é que se deram conta do quanto ela fazia e faz falta naquele lugar. Estavam todos desesperados, já se pensava até em sair de porta em porta para ver se encontravam-na em algum lugar da vizinhança... Porém, não foram. E assim como eles, a desordem ainda continuava lá, motivada pela ausência dela...
 -O que será que fizeram com ela? Onde ela se encontra? Ninguém sabe exatamente. Disseram que seu sumiço se deu por causa de umas atitudes impensadas. Balela! Será? Não sei... Mas o que todo mundo sabe é que ela faz falta!
De fato, água potável só tem sua importância reconhecida quando a população enfrenta problemas com abastecimento.





#ConsumoConsciente
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Autor: Ronaldo Nunes
•10/01/2012 02:17:00 PM

[créditos da imagem]
Vestia nuvens,
Seus cabelos eram parte do alvorecer...
O corpo era pura entrega.

Fazia-me admirá-la, querendo ser parte dela,
Integrar esse céu,
Estar suspenso em sua imensidão...
Não me contive em dizer o quanto és bela.

Encantado por ti, estou! 
Meu céu de infinita sedução.




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Autor: Ronaldo Nunes
•9/20/2012 02:45:00 PM
[Banksy]


Ter a convicção de que está errado
Ter dúvidas quanto o que é realmente certo
Ser tomado por incertezas...

Homem fraco
Sem recursos

Luta com a cara limpa
... alma suja.
Vende a liberdade
Compra conforto.
Aluga a felicidade,
de alguém que toma do outro.
Tenta impor domínio sobre o próximo,
afasta quem tenta se aproximar.
Pensa ter posse,
não domina a arte de amar.
Sabe das coisas,
desconhece as causas.
Aponta defeitos,
defende os seus.
Faz-se de amigos,
por não ter facilidade em fazê-los...
Não percebe que todos estão feitos
e que precisa apenas reconhecê-los.
Homem sabido
fingindo-se de sábio.

Homens e homens...

Homens...
Espécie esquisita
Da qual faço parte.




Ronaldo Nunes
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Autor: Ronaldo Nunes
•9/09/2012 04:12:00 PM



Eu queria te matar... de amor. 
Eu queria morrer... de amar. 

Na verdade na verdade, 

Eu queria mesmo era viver... contigo.





Ronaldo Nunes
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Autor: Ronaldo Nunes
•8/30/2012 05:34:00 PM


Ainda que eu escreva mil páginas e que tu leia apenas uma... 
Ainda que todas fossem rasgadas e tu não se importasse com nenhuma.
Não me importaria, pra mim isto não faria diferença...
Não que merecessem serem desprezadas, 
Mas é que olhando em meus olhos, 
Poderás encontrar  estas mesmas palavras na sua mais pura essência.




Ronaldo Nunes
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Autor: Ronaldo Nunes
•8/27/2012 04:07:00 PM

Se eu pudesse, gritaria: AMOR!
Se eu pudesse gritaria, meu amor...
Se eu pudesse, brigaria amor
Brigaria, por esse amor
...
Cartola cantou, e me inspirou
O grito ecoou, mas tanto eu como ele, dizemos:
Não vou!
Não quero, não queremos...
Por sofrer de amor, lonjuras,
Não vou, não quero! ...
Brigar, gritar, expor aos quatro cantos o amor que sinto por ti
Se tu que me interessa, não queres me ouvir

Não,
Não grito, não brigo
Não vou, não mais...

Pois a distância entre o teu querer e permitir
Fez-me perceber que, teu homem,
Não sou.



Obrigado Cartola!



Ronaldo Nunes
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Autor: Ronaldo Nunes
•8/23/2012 05:24:00 PM



... e quando me olho, te vejo
... e quando te vejo, nos imagino
... e ao nos imaginar, nos permito
... e ao nos permitir, nada mais importa.





Ronaldo Nunes
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Autor: Ronaldo Nunes
•8/18/2012 03:00:00 PM

Perdoe-me Deus, se o que estou sentindo é errado, mas sou errante. Perdoa-me se o que digo é pecado, mas fruto dele, eis me aqui, humilde pecador... Deus, não era para ser uma oração, sinceramente não era essa minha intenção.  Mas...
Vivo conflitos ao me defrontar com a realidade dos dias. E ao refletir nisso, sofro. Sofro por ser diferente. Sofro, pois o amor não cabe no mundo. E quem ama, não faz parte daqui. Mas o amor, quem identifica? Quem sabe onde ele realmente está? Hoje, vendem-se paixões como se fossem amores. Hoje não é natural querer ser diferente, mas é diferente ser natural. Tudo é forçado; os olhares, os sorrisos, os apertos de mãos, os abraços... Bom, o abraço é outra história, bem mais complexa. Quem sabe outra hora eu reflita e expresse um pouco sobre o que isso representa pra mim. Voltando ao amor, ele não cabe aqui nesse mundo, não, e aqui está apenas seu brilho, seu calor, como a lua e o sol, respectivamente representados cada qual em seu momento e importância. E então, quem me tirará daqui? Quem me levará até lá, onde se encontra aquilo que pensamos encontrar em paixões pueris? Vejo fantasias, fetiches, atrações... Tudo isso existe, é real, somos carne, mas quando se ama de verdade, isso perde espaço, se transforma. E o desejo, a fantasia, o fetiche, a atração, tudo isso vira amor e não mais cabe aqui. Transformam-se em algo maior, nos transporta para outra dimensão. Talvez essa reflexão seja o ponto de partida nessa jornada até a estação dos amantes, talvez, mas lembro... Sou errante, pecador, sujo, superiormente aos animais irracionais somente para raciocinar. Mas que contraditório! Logo essa capacidade é que me faz  agir pior do que eles. É difícil, não sei mentir... Um clichê: “O mundo é construído em cima de grandes mentiras!” E estou dentro do mundo, e sou uma mentira, mentira, mentimos, mente, sutilmente mentimos, permitimos, mentir. Partir, para o lado obscuro, não negro, negar a pureza, não digo claro. Quem não entende o que escrevo não se importa com o que falo. Sou louco, e esse mundo é uma loucura, sou pouco, e esse mundo pouco se importa. As coisas são baseadas em erros e o acerto é alquimia. O amor é utopia! E eu? ... Eu sou um cara que veio pra esse mundo só com uma passagem, esperando, na esperança de que eles me encaixem na próxima viagem de volta.




Ronaldo Nunes
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Autor: Ronaldo Nunes
•8/06/2012 04:01:00 PM

Se importar com o próximo é perceber uma pedra no caminho e, por mais insignificante que ela possa parecer, retirá-la dali para que ninguém se machuque ao pisar ou tropeçar nela.

Detalhes que não são pequenas coisas, gestos que refletem uma personalidade. Homens que se atentam a isto, estes, homens de verdade... Hoje vi algo do tipo, e para que entenda, com calma explico; aquele que se preocupa com o próximo, devemos nos preocupar em tê-lo próximo a nós. Aquele que quer o bem de quem nem bem conhece, bem merece ser reconhecido... Homem de valia sem fim! Enfim, essa cena eu vi e não mais poderei esquecê-la. Um homem retirando uma pedra do caminho... Meu avô. 




Ronaldo Nunes
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Autor: Ronaldo Nunes
•7/30/2012 12:46:00 PM

Abaixo o som daquela canção que tanto gosto...
Preciso escutar-me em versos
Diminuo um pouco mais... Nesta altura, ainda não posso ouvir-me.

Tenho tanta coisa para dizer,
Tanta desculpa pra pedir,
Tanto afeto pra dar,
Tanto erro pra reconhecer,
Tanta vontade em acertar...

Neste momento, desconheço-me ao tentar reconhecer os meus propósitos.
Perco-me! Pois tudo foge da lógica, sou contraditório...
Reticências e insistências... Reticências, insistências... Persisto!
Mas porque insisto?
Visto conflitos, confusões, desilusões, repito... Sou contradito.
Sou o que sou ou o que penso ser? Será? Serei? Reflito...

Meu Deus, porque tem que ser assim?
Opa! (...) Espera.
Nunca fui de reclamar...
Sempre enfrentei de cabeça erguida às adversidades.
É verdade que só agora
reconheci-me adversário de mim mesmo.
Por isso, indago-me...
Qual de mim vencerá?
O covarde, o errante, o orgulhoso, o sincero, o sensível, o amante?

Preciso aumentar o som... Já estou farto desse drama.
Não aguento mais essa minha voz de tinta
Que grita no silêncio dessa folha branca.

Discussão feia. Assusta, afasta alguns, chama a atenção de outros...
Tudo se fala, nada se diz.
Mas olha...
Apaziguar,
Foi só o que quis.




Ronaldo Nunes

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Autor: Ronaldo Nunes
•7/18/2012 10:24:00 AM

Fodam-se os sonhos!
Foda-se a esperança!
Meu sofrimento não é imaginário
Minha dor não é sobrenatural
Que se danem as utopias
Ao ser realista frustro-me menos... Menos mal, menos mal.




Ronaldo Nunes
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Autor: Ronaldo Nunes
•7/10/2012 08:44:00 PM


                Sempre desconfiei que as pessoas boas que não mais se encontram conosco, foram todas viver nas alturas, no paraíso celeste. Sempre desconfiei, hoje estou certo disso! Pude sentir, pude perceber. Percebo e sinto o quão bom é estar por cima das nuvens. Não que eu seja “passageiro de primeira viagem”, não, mas este voo não está me levando apenas para o Rio de Janeiro. Está me levando também a um passado nostálgico, a um céu estrelado de recordações. Dizem que quando as pessoas morrem, viram estrelas, e por acreditar nisso carrego três no meu corpo. Se não posso agarra-las, que elas estejam agarradas em mim...  Dizem que no céu é lugar de gente de bom coração... Não sei! (...) Do que sei? Novamente não sei... E o que sei, ou melhor, o que vejo, são nuvens abaixo de mim, e o céu ainda acima, o céu sempre acima... Bom, devo não ter o coração bom o suficiente para estar no céu supremo. Talvez os que se foram também não estejam lá, mas sim, aqui, no mesmo lugar aonde estou, pra ser mais específico, dentro de mim, fora deste mundo. Daqui de cima eu observo tudo isso, olho pra mim um pouco mais afundo e compreendo o que preenche meu ser. Loucuras, possibilidades plainando no ar... Saí de Fortaleza, da minha fortaleza, para sobrevoar por este mundo, o meu mundo. Logo aterrisso... 




Ronaldo Nunes
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Autor: Ronaldo Nunes
•7/07/2012 03:09:00 PM

És este signo em constante transformação,
Esta forma que diferencio das demais.
Faço-me substância para projetar-te em meu viver.
Quero-te! E quero tirá-la desse estado continuum,
Aonde não mais se iguala aos que te cercam.
Notei-te, e diferenciei-te.
Confesso!
É um querer demasiado,
A ponto de fazer-me recorrer a Hjelmslev
Para explicar o que ando sentindo.




Ronaldo Nunes
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Autor: Ronaldo Nunes
•7/05/2012 10:28:00 AM

Gostaria que hoje, talvez só hoje, fosse no mínimo cinco anos atrás. Gostaria que o presente me presenteasse com o passado, para que eu pudesse então, buscar outro futuro. Na verdade, o que eu queria, hoje, com certeza não somente hoje, era que a palavra mãe ainda fizesse sentido, ou melhor, que eu pudesse senti-la. Sabe, hoje, acordei assim...




Ronaldo Nunes
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Autor: Ronaldo Nunes
•6/30/2012 09:28:00 AM

Escreve um nóis vévi sem aspas pra você ver se os gramáticos não lhe matam.





Ronaldo Nunes
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Autor: Ronaldo Nunes
•6/28/2012 02:27:00 PM

Pombos e gatos
 universitários, passeiam tranquilamente pelo bosque, arriscam alguns voos, catam migalhas pelo chão. Gatos e pombos, domesticados por alguns...  Gatos e pombos. Fazem algum movimento, barulho, incomodam... Alguns. Não falam! Não. Seguem o curso natural da vida, sem discurso, servem de exemplo... Para outros gatos, pombos, quem sabe até outra espécie também “irracional”. Gatos vadios, pombos infecciosos. Ambos pensam serem livres, ambos largados. Ambos não fazem ideia do que acontece neste campus. Olham para o bosque, vazio. Onde estarão seus mestres? Onde estará? Onde estarão... Os gatos, os pombos, que sem mestres, gatos e pombos nada mais que isso serão. Ah, seus mestres não aguentam mais estas condições. Campus vazio, um ou outro gato pingado vagando com suas sete vidas por essas ruas mortas. Pombos, pombos comendo migalhas. Migalhas? Migalhas... Que os mestres já não aceitam mais.


Texto feito no campus da Universidade Federal do Ceará, em tempos de greve.



Ronaldo Nunes
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•6/25/2012 12:29:00 PM


Há um conforto na música capaz de fazer-me fugir da realidade e ir para um outro lugar, um outro mundo, um mundo melhor, o meu mundo. Neste momento em que, aqui escrevo, sigo no ritmo de uma chanson française, explorando o meu íntimo, desconhecendo a mim mesmo na medida em que vou refletindo... Sou vasto, sou muitos, sou tudo, sou apenas pensamentos, quereres, vontade de ser. Poderia estar por qualquer lugar, fazendo qualquer coisa, mas não na companhia de qualquer um. Sou seletivo, escolho bem quem comigo deve estar. Sou frustrado! (...) Por não ter comigo quem a vida permitiu-me desejar. Sou controverso, me enganei, confundi-lhes, confundi-me, confusões... Esclareço que sou passante, estou por aqui apenas de passagem, olhando a paisagem, fazendo alguns ajustes como aquele colecionador de quadros, que milimetricamente o coloca um pouco mais à direita. Imperceptível! Aos olhos do insensível. Invisível... Assim me sinto. E que assim se sinta também, não o permito! Não se espelhe em mim, não se encontre no que conto, não, não queira nem por um instante ser eu, nem queira que eu seja teu... Amigo, colega, conhecido, amor... Pois eu estou aqui de passagem, e a música que me inspira, também já está acabando...
... saio à francesa.  

                                                                      (Logo outra música virá! E outro poeta também.)




Ronaldo Nunes
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Autor: Ronaldo Nunes
•6/23/2012 04:26:00 PM


Transeuntes
De caminhos que não levam a lugar nenhum
Vagam de um lado para o outro
Chovem no molhado.
Esperam que caia do céu, feito chuva,
Bênçãos do Sempiterno
Do soberano
Rejeitado pelos seus
Ó, poderoso Deus...
Enquanto uns trabalham, outros aí, dando trabalho.
-
Vejo homens no lixo, vivendo do lixo,
Mas lixos não são!
Homens no bem bom
Fazendo o mal.
Homens que se vendem por qualquer real
Daí eu paro e penso... Na moral,
Vovô que estava certo! O velho já dizia:

“Quem não tem valor, pode ter certeza, tem preço!”

Isso é desde o começo
Todos usam os seus meios
Já pensando nos fins
Enfim,
Vejo tudo isso desde “pequeninim”
E se for pra vaguear,
Que eu divague por aqui, “sózim”.



Ronaldo Nunes
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Autor: Ronaldo Nunes
•6/13/2012 03:06:00 PM

Existe um poeta em cada ser
Uma poesia em cada perceber
Existe uma conexão entre as coisas
E os homens das causas (nobre)
Existe! Pois já não mais faz sentido somente existir
A poesia não é escrita!
É transcrita
Não está nos versos
Está no notar,
Está na insatisfação de limitar-se a significações 
dos signos impostos por nosso sistema linguístico.
A poesia quer mais...
E quando digo que te quero bem,
Digo bem mais que isto.







Ronaldo Nunes
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Autor: Ronaldo Nunes
•6/11/2012 05:28:00 PM

Está chegando o dia dos namorados, então lembre-se: Melhor do que dar presentes em um dia, é se fazer presente todos os dias possíveis!








Ronaldo Nunes
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Autor: Ronaldo Nunes
•6/08/2012 04:14:00 PM

Não há nem haverá distância capaz de separar-me de ti. Não há nem haverá... Pois te carrego comigo! Aqui, onde ninguém poderá lhe tirar. Aqui! No lugar onde desde sempre devias estar. No meu coração, na minha mente, na minha alma, no meu querer. Não importa aonde estivermos, tu estarás comigo, e eu sempre vou estar com você!





Ronaldo Nunes
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Autor: Ronaldo Nunes
•6/02/2012 11:00:00 AM



O tempo se esvai
Como grãos de areia
Que ao tentar agarrá-los
Escapam-me por entre os dedos.

O tempo que tenho, não é meu.
Não tem dono...
Domina-me e dita à ordem cronológica dos fatos.

O tempo não para,
É escasso.

"O tempo é Rei!"
E eu, pobre capacho.







Ronaldo Nunes
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Autor: Ronaldo Nunes
•5/29/2012 01:13:00 PM


Não quero mostrar o quanto te amo.
Tenho receio de que aches pouco.  Por isso, simplesmente te amo.




Ronaldo Nunes
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•5/22/2012 03:10:00 PM


                                                     __

Sob a incumbência de escrever a respeito de uma obra intitulada A Crítica da Razão Pura, fui interrompido por uma linda mocinha no auge dos seus cinco aninhos. Menina ativa, sorridente, inteligente, comunicativa... Falou-me de coisas simples, das quais me trouxeram pensamentos complexos. Fiquei pensando em como é possível ser tão leve, mesmo carregando consigo tantas qualidades inatas que o tempo insiste em deturpá-las...
                Bom, isso é complexo! O quanto eu nem sei, assim como ainda não sei também o que falar sobre A Crítica da Razão Pura. Mas quer saber... Analisando de forma crítica, não há nada mais puro e cheio de razão do que as doces palavras de uma criança.

                                                                __



Ronaldo Nunes
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•5/06/2012 09:24:00 PM


-Pois é, me rendi aos encantos da lua! Hoje andei olhando pra ela e de supetão saiu isso: 


Sob uma cortina levemente densa,
lá está a lua!
Imponente,
cheia de vida; brilho. Rainha da noite.
E essa cortina de nuvens, feita a de um teatro;
Abre-se, dá início ao espetáculo.
Silêncio!
Apenas admiremos...
Leve como um balé, melancólica como um drama.
Lua linda, linda lua.
Ainda que haja estrelas, o show é teu!
E neste monólogo, pausa! (...) Silêncio novamente!
Ouçamos a poesia que declamas!
Lua linda, linda lua, enluarada.
-As estrelas que pensávamos pulsar...
... Enganados estávamos-
Palmas! Sim, eram palmas... Palmas em reverência a todo o teu talento.
Por fazer-nos a nós todos, ainda que distantes,
ao teu brilho estarmos atentos.




Ronaldo Nunes
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Autor: Ronaldo Nunes
•5/04/2012 07:13:00 PM



Lembro-me de um passado recente
onde o branco
reluzia feito ouro,
onde a riqueza
era teu corpo,
Onde o prazer era um (a)mar.
Anteontem
Me fiz aventureiro,
me joguei por inteiro
mesmo sem ao menos
saber nadar.
E assim, afoguei-me...
Mas morrer de amor,
que mal nisto há?!





Ronaldo Nunes





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Autor: Ronaldo Nunes
•5/02/2012 11:37:00 PM




                                                                 A

     A          N          A

                                                                 A


Peguei-me pensando em teu nome, na simplicidade dessas idas e vindas de um olhar para a mesma conclusão... Na complexidade destas duas letras. Áene, êne-a. Ah... Ãná.

Tanto faz a ordem! O fator não é alterado. Sou capaz de te ver em todas as coisas, e de ler o teu nome até ao contrário.








Ronaldo Nunes
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Autor: Ronaldo Nunes
•4/30/2012 01:43:00 PM
Estava ali, indiferente a todos os outros naquele velório, parecia não se preocupar com todo aquele choro que mais parecia um coro. Lágrimas, soluços, desolação... A morte não era bem vinda, e quem estava partindo deixava um vazio imenso em cada coração. Mas continuará lá, sem chorar, sem ao menos se dispor a dar os pêsames aos familiares. Não abraçou uma pessoa sequer como sinal de afeto ou no mínimo respeito pela dor daqueles que cercavam o caixão... Uns falavam com ele; irredutível, não esboçava emoções. Outros ficavam apenas o encarando de longe sem entender de fato o porquê de ele estar assim naquele ambiente. 
O velório ia terminando, já era hora de levar o caixão. Todos que ali se encontravam como era de se esperar, estavam tomados pela emoção, menos ele, aquele homem, indiferente, singular... Parecia não estar ali, e realmente não estava. Aquele corpo vazio no caixão não era mais ele, lhe foi tirado o sopro da vida.




Ronaldo Nunes


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Autor: Ronaldo Nunes
•4/24/2012 03:49:00 PM



Hoje queria ser uma folha em branco
Pura, leve,
Sem pretensão e significados subjetivos
Gostaria de ser uma folha em branco
Sem texto e sem contexto
Com o pretexto de ser simplesmente nada
Desprendido de qualquer coisa mundana
Limpa, sem erros e sujeiras...
Quero ser folha, branca, sem que isso implique em preconceitos enrustidos.
Como não sou,
Desfaço-a.

Escrevo por inveja-la! Escrevo...
Para preencher o espaço, até repito
Por não ser isto, escrevo disto nisso
Enfim, queria ser folha branca
Mas se fosse me rabiscariam
Como não sou
Quem se importa com isso?




Ronaldo Nunes
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Autor: Ronaldo Nunes
•4/23/2012 05:08:00 PM

Entenda que...
... Eu nunca quis, sempre quero.





Ronaldo Nunes
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Autor: Ronaldo Nunes
•4/19/2012 03:28:00 PM

_______

Não tivera infância nem muito menos o carinho dos pais. Mesmo não sendo sozinho, era solitário. Sentia-se singular. Gostava do clima frio, não de pessoas; preferia as calorosas. Gostava de abraços, negava beijos. Amava sapatos, não sabia andar direito. Amante das cores tinha como prediletos o preto e o branco. Interessava-se por qualquer assunto; homem curioso, não despertava curiosidade em ninguém. Apaixonado, andava na beira da praia; fazia pegadas, não olhava para trás... Sentia medo; não em prosseguir, mas de querer voltar e não mais encontrar o caminho. Fazia poesias, e na areia desenhava corações. Frustrado por ser solitário – eu disse: Solitário, não sozinho -, queria compreender o porquê de ser tão amável sem provar do verdadeiro amor.
Homem mui sensível derramava suas lágrimas na medida em que as ondas apagavam os corações que desenhara. Insistente, desenhava outros um pouco mais distantes das águas que levavam aquilo que era tudo que tinha de mais precioso... O desejo de dar um sentido a esse amor.
Um dia cansado de tudo, entrou no mar e mergulhou fundo para tentar achar nem que fosse um de seus corações perdidos... Não se sabe ao certo, por quanto tempo ele ficou imerso naquelas águas. Exaurido, voltou à tona e percebeu que aquilo que o mar levava não eram os corações onde acreditara ter depositado todo seu amor, mas o que o mar levava então, era a frustração de um homem que nunca teve um nome a quem dedicar suas poesias ou que fosse um apelido para que escrevesse dentro de cada coração.


_______

Ronaldo Nunes

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Autor: Ronaldo Nunes
•4/14/2012 01:49:00 PM
                                                                   [Banksy]

Prenderam mais um bandido
Elegemos mais um ladrão
Aceitamos privilégios em nosso benefício
E somos contra corrupção
Financiamos a viagem dos sonhos
Em parcelas que se tornam pesadelos a prestação
O homem cria tecnologia inteligente
Para levar ao ser humano acomodação

Cultivo de ameba
Reprodução assistida em alta definição
O homem luta por paz 
Fazendo guerra
Não sabendo perdoar
Especializou-se em pedir perdão

Homem contradito
Foge da lógica
Buscando coisas exatas
Homem amante mui sensível
Ignora corpos pela calçada
Homem em busca de sorrisos
Especialista em magoar quem bem lhe trata

É... Homem deveras interessante...

Há de se concordar que somos um tanto fascinante
Queremos pessoas corretas
Mesmo sendo do erro bons amantes.



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Autor: Ronaldo Nunes
•4/10/2012 11:30:00 PM


Eu não te cantei, você não me cantou, nos (en)cantamos.








Ronaldo Nunes
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Autor: Ronaldo Nunes
•4/07/2012 04:41:00 PM


Nos feriados
O céu é mais azul
O sinal de trânsito é mais verde
O asfalto é mais asfalto
Assim deveria ser mais vezes

A Santa calmaria da cidade agora inabitada
O grito das cores
O silêncio da fumaça

Tudo é diferente
Nada é simplesmente nada
As coisas tem mais vida
As ruas parecem calçadas

Tranquilas, sem agitação
Por isto parecem estar dando risadas

O que há de mais belo
É aquilo que é notado
Todos os dias são dias
Mas o “tal” dia lindo, só existe mesmo
Quando esse dia é feriado.



Ronaldo Nunes
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Autor: Ronaldo Nunes
•4/05/2012 03:02:00 PM


I

Rasgar o verbo
Rasgar a pele
Verbalizar
Escrever o que sente
Sentir na pele
E nunca calar
Silenciar a dor
Acalmar o coração
Palavras guardadas só fazem bem
Se estiveres em meio à multidão

II

A dois
A sós
Depois
Em lençóis
Entre nós
Não vale a pena calar
Sussurre-me
Exprima
Não deixe o momento passar
E se não queres
Dizer
Fale-me então com o olhar
Só não permita que esse momento
Seja interrompido por um silêncio sem par.



Ronaldo Nunes
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