Autor: Ronaldo Nunes
•1/29/2012 03:40:00 PM

 Um cidadão me disse que melhor época fora a da ditadura.
- Prenda-o! (assim logo exclamei)
Ora, atitude nenhuma além desta o iria fazer recordar melhor dessa época.





Ronaldo Nunes


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Autor: Ronaldo Nunes
•1/28/2012 01:24:00 PM


Não escrevo tão bem assim
Você não é tão sensível quanto pensa
Eu escrevo pra mim
Você assimila as coincidências

Coincidência esta que nos torna igual
O verso nos padroniza
Sofredores em escala universal
Melancolia coletiva
Prazer individual

Tudo tem quem abraça
Tudo tem quem dá as costas
Afasto de tudo que me atrasa
Aproximo-me de tudo que minh’alma gosta

Se a escrita me faz bem
Escrevo!
Se isto te convém
Repassa!





Ronaldo Nunes
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Autor: Ronaldo Nunes
•1/26/2012 08:53:00 AM


Admiro quem sabe admirar.







Ronaldo Nunes
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Autor: Ronaldo Nunes
•1/22/2012 10:52:00 PM

                Todo fim de tarde lá estava ele, aquele rapaz que todos admiravam pelo seu talento inegável. Era prazeroso encontrá-lo nas ruas do bairro. Todos diziam: Morte, morte, manda uma palhinha! Sim, o talentosíssimo homem tinha alcunha de Morte. Nome pesado que contraditoriamente dava vida aos sonhos de jovens garotos de periferia que se espelhavam nele. Todos tentavam imitá-lo, ele era o amigo ideal, por todo canto da cidade alguém o reconhecia, Morte era carismático, comunicativo, acima de tudo criativo.
                Talvez você esteja ai se perguntando: Mas onde é que todo fim de tarde ele estava? Qual era o talento desse tal Morte? Perdoe-me meus caros, é que me lembro desse velho amigo com uma enorme alegria, e por isso prolonguei-me nos predicados deste camarada. Pois bem... Toda tarde nos reuníamos em um campinho de futebol do morro, que logo ficava tomado por crianças, jovens, homens adultos, todos em busca do prazer comum. O futebol!! Só que a religiosa “pelada” de fim de tarde era algumas vezes interrompida por causa do Morte, preste atenção! Do Morte, não por causa da Morte. Morte na beira do campinho, e  logo gritavam os gurizinhos: Morte, Morte, manda uma palhinha! Algumas vezes ele até hesitava, mas na maioria das vezes ele nos contemplava com o seu talento... Dançarino nato! Uma fera no break! Seus pés deslizavam naquele chão batido, parado só os olhos dos “pivetes” que ficavam boquiabertos com tais movimentos. Morte, dançarino pra Nelson Triunfo nenhum botar defeito.
                Os dias se passaram e ficou a amizade. Morte era exemplo, infelizmente não por muito tempo. Assim que passei a conviver diariamente com ele, pude ver que ser o Morte não era tão bom quanto parecia. Morte tinha uma enorme vontade de montar um grupo de dança de rua, mas os recursos para montar o grupo não eram lá dos melhores. Faltava espaço para ensaiar, faltava uniforme para o grupo, faltava até um simples aparelho de som... Morte por uma série de fatores se envolveu demais com algumas coisas erradas. Seus sonhos se perderam em meio a multidão que se encontrava sem oportunidade. Conheceu as drogas, ficou irreconhecível perante os amigos. Já não mais usava droga, era usado por ela. Já não mais ensaiava, não reunia os seus “discípulos”. Meu Deus, o Morte, morreu... Zumbi, frequentava as madrugadas maquinando uma forma de conseguir sustentar seu vício. As drogas o consumiam tanto, que nem mais queria dançar, seus pés que antes deslizavam agora passaram a se arrastar. Numa dessas madrugadas viu na casa de uma senhora que dormia com a janela aberta, um som daqueles com cd player, pensou: Ali está a minha pedra mágica! E foi... Pulou a janela, surrupiou o cd player sem que a Senhora acordasse, só faltava sair da casa daquela pobre velhinha. Morte não podia dançar. Pulou a janela, caiu no terreno, quando ia saindo de fininho, pra seu azar, lá estava a policia fazendo o patrulhamento do bairro, justamente no momento em que ele se evadia da cena do crime. Pois é, dessa vez contra sua vontade, Morte dançou.





Ronaldo Nunes             
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Autor: Ronaldo Nunes
•1/18/2012 12:00:00 AM


Vou cometer um homicídio!!
Estou decidido
De hoje não passa
...
Vou matar essa saudade que tenho de você.






Ronaldo Nunes
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Autor: Ronaldo Nunes
•1/15/2012 11:44:00 PM


O sono não vem
E pelo visto você não vai sair da minha cabeça
Fecho os olhos e te vejo
Lembro-me de te pedir que nunca me esqueça

Ah...
O abraço que me solta pelo mundo do prazer...
O beijo que me prende dentro desse querer...

As coisas não tem sido como deveriam
A maioria está no seu sentido inverso
Nós estamos longe um do outro
E destes acontecimentos contrários
Estar longe de ti é o pior, eu te confesso!




Ronaldo Nunes 

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Autor: Ronaldo Nunes
•1/12/2012 01:48:00 AM




Eu perdi, apanhei
Eu sofri, chorei
Ainda sim, não morri
Eu sei, eu sei...





Ronaldo Nunes
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Autor: Ronaldo Nunes
•1/08/2012 01:42:00 AM


Sejas tu comedido
Dominador de tuas palavras
As que proferirdes não mais lhe pertencerá
És dono apenas das que cala.

Das que falastes
Não mais terá domínio
Mas se por estas fores julgado
Há de defendê-las em teu próprio favor

E para que não sejas mal interpretado
Expressa-te menos, exemplifique-se mais
Seja sucinto
Para que em nenhum momento tenhas que voltar atrás.




Ronaldo Nunes
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Autor: Ronaldo Nunes
•1/06/2012 10:32:00 PM


Estou maravilhado!
...
Não com o novo,
Mas com o velho. Sim, o velho!
 Ou melhor, a velha...

...A velha forma de contemplar as novidades.




Ronaldo Nunes
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Autor: Ronaldo Nunes
•1/04/2012 11:26:00 PM



Quanto mais te conheço
Mais vou desconhecendo a mim

Tudo em
Proporção inversa
Inversões de propósitos

Sinto que em um dado momento
É verdade que cruzamos um mesmo caminho
Mas eu segui
Você também
Não juntos
Mas para lados opostos

Podia apostar que tínhamos muita coisa em comum
Engano
Confesso, não queria estar errado
Acreditei até este momento
Que deveríamos caminhar lado a lado

Culpado eu sou!
E sei bem o porquê
Eu fantasiei...
Em nós, fiz você crer

Eu pensava poder tudo
Só que na verdade,
Descobri que tudo que eu realmente podia
Era somente pensar em você.




Ronaldo Nunes
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