Autor: Ronaldo Nunes
•11/26/2012 09:35:00 PM

                                                      
Queria estar errado, mas esta triste realidade em que rapidamente irei relatar de forma livre e um pouco dispersa, faz-me acreditar sem titubear, que o mundo vai de mal a pior. Mais que pingo nos I’s, está faltando acento, agudo, é o caso, pois a coisa é grave. Sente-se! ... Ainda que não tenha assento, sente-se no chão para não cair.  Nesse País sem paz, onde os pais não assumem suas responsabilidades, onde as secretarias estão sem secretárias – em alguns casos, não fisicamente, mas seus atendimentos nos passam esta impressão –, nesse lugar onde médica medica sem consultar o paciente, atestados são vendidos, e compra quem precisa se passar por doente. Os que calam hão de consentir, os que falam vistos como loucos serão.    

Vejo o opressor que tem domínio do seu discurso, traz na mente, mas ele mente, e quase tudo que diz é pura manobra. Manipular é o objetivo! Manipular, manipular... Acerca desses assuntos talvez não se interesse, mas eles estão a cerca de vós. Há cerca de anos venho falando estas coisas, mas as palavras não são bem decodificadas, e isso passa a impressão de que estou falando coisa com coisa, e que cada vez mais, sigo perdendo a voz.




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Autor: Ronaldo Nunes
•11/15/2012 03:12:00 PM



Não basta ter nove, dez, onze anos para ser criança. A infância não está nos primórdios de nossa existência. Não, realmente ela não está (somente) lá!

Nesta semana, acontece a bienal do livro aqui em Fortaleza, no estado do Ceará. E eu, como um bom amante das letras, dei uma fugidinha do trabalho e fui me encontrar com minha paixão maior. O curioso é que, lá, não foram os livros que mais me chamaram atenção. E sim, uma enorme quantidade de crianças e adolescentes, a grande maioria de escolas públicas do interior do estado, que faziam uma daquelas excursões anuais tão sonhadas pelos alunos. Sim, tão sonhadas! Digo isso com propriedade, estudante de escola pública, lembro-me bem do dia em que fui ao Museu Aeroespacial no Rio de Janeiro. Aguardei o ano todo ansiosamente por aquele dia... E que dia!

Bom, o novo Centro de Convenções é realmente algo fascinante, em um espaço gigantesco, salas e mais salas, inúmeros elevadores e escadas rolantes que sobem e descem gente. Escada rolante... Esse foi o fator determinante para que eu tivesse naquele dia, plena certeza de que, infância não é algo cronológico.

As crianças e adolescentes que lá estavam, que vieram por meio da excursão, por uma “determinação” de seus professores, passeavam em fila indiana pelos estandes, olhando estante por estante, livro por livro. Por um instante, achei aquela cena linda, lembrei-me de quando tinha a mesma idade e saia para as excursões escolares. Acontece que, algumas crianças, criaram, à sua maneira, sua própria “disciplina”. Saiam da fila, saiam correndo pelo salão, passeavam pelos andares, desciam, subiam, subiam um pouco mais, refaziam o percurso, insistentemente, inúmeras vezes... Estas que ficaram subindo e descendo, em sua maioria, eram jovens que aparentavam ter treze, quatorze, chegando alguns a aparentar até mesmo uns dezessete anos. Crianças, que pisavam na escada rolante, que sorriam, olhavam um para o outro, falavam, cochichavam, às vezes gritavam, riam como quem não tem preocupações. Caminhavam de costas na escada, naquela escada faziam das mais mirabolantes peripécias...

Diante daqueles jovens, percebi que ser criança não é ter dez anos. Ser criança é ter pureza, ainda que por um instante, uma pureza momentânea. Ser criança é não se importar com o que os mais velhos pensam. Ser criança é fazer amizade em qualquer lugar, com qualquer pessoa, de qualquer credo, de qualquer etnia, de qualquer classe social. Ser criança é transformar vias de acesso em local de diversão. Ser criança é depositar nas coisas felicidade ao invés de preocupações.

Digo logo. Não, eles não estavam deteriorando o patrimônio! Não estavam fazendo mal uso. Eles apenas desciam e subiam, com brilhos nos olhos, com olhar de contemplação, maravilhados. Eram crianças, e não tinham a maldade de um adulto em estragar tudo por onde passam. Eram crianças, e só queriam aproveitar a excursão.


08/11/2012
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Autor: Ronaldo Nunes
•11/14/2012 08:25:00 AM




____    Palavra maldita é a palavra mal dita.    ____





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Autor: Ronaldo Nunes
•11/01/2012 01:53:00 PM

[...]


Como bons amantes que foram, não pensavam no fim. Eram reticências... Acreditavam que muitas páginas ainda estavam para serem escritas. Ao defrontarem-se com a realidade de todo livro finito, sentiram-se insatisfeitos, e se separam...
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Perceberam que ali ficara um ponto final.





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