Autor: Ronaldo Nunes
•12/24/2013 09:33:00 PM
[créditos da imagem]

Queria lavar minhas palavras
Torna-las mais belas
Mas a água que lava
É também a que leva

Leve

Sinto-me após tal rito
Falo hoje sereno
Recuso-me ao grito
Reflito
Pessoas eu fito
Tomado por lembranças;
Papai, mamãe e sorrisos...

Momentos

Estes não mais terei.
Vou lavando palavras
Com as lágrimas que nesta folha deixei.







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Autor: Ronaldo Nunes
•11/01/2013 10:47:00 PM
[créditos da imagem]


Tu, esse texto vivo, de sentido completo, em que orações emprego, não somente para te descrever, mas também para ter... teu discurso, teu olhar, tua atenção. Tu, que és referência. Musa à qual faço alusão, parafraseio teus olhares, vezes mil irei aludir a ti, e mais, quantas vezes mais, até ver-te sorrir. Não pela graça, mas de graça, sem interesse, sem parodiar meu sentimento. Quero-te, sem plágio, com um sentimento único, fazer com que percebas que eu sem ti sou um texto incompleto.





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Autor: Ronaldo Nunes
•9/24/2013 11:34:00 PM
[créditos da imagem]

Lábios de fruta, furta-me a

Vida, inda
Que finda
Bem-vinda
Seja
Perene
Querendo
Sigo
Sereno
Vou sendo
Sedento
Morrendo
Por dentro
E fora
Aflora
Ora
A flora fala

Se rosas assim também fazem
Tomo-lhes a vida
Para expressar sentimento;
Um buquê desfalecido
Para ressuscitar-nos





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Autor: Ronaldo Nunes
•9/17/2013 12:14:00 AM
[créditos da imagem]

Sinto-me visita; toda vez que a porta se fecha, é do outro lado que se encontra a chave que gira, do lado de dentro, e eu sempre do lado de fora tentando imaginar como seria girar aquela chave, e deixar trancado do lado de fora toda tristeza que carrego por essa indiferença, por esse tratamento que recebo há anos. Sinto-me deslocado; toda vez que o relógio marca 22h algum despertador natural trata de me avisar que já não mais é hora de permanecer no mesmo lugar. Sinto-me inferiorizado toda vez que abro a porta do lugar onde durmo; porta sem fechadura, apenas cadeado. Subo as escadas de madeira comida por cupins, estendo a rede que serve de cama, “bato” o lençol com o objetivo de encontrar outro bicho além de mim, animal inferiorizado, “bato”, “bato”, não acho... Deito na rede, pensamentos depressivos levantam e fazem ciranda em torno de mim. Olho para o céu, em vão! Telhas em meio a teias de aranha, ou teias em meio a telhas, não sei, tanto faz! Não consigo distinguir... Olho para a parede rósea de pintura inacabada; comecei a pintar, não terminei porque a tinta era sobra e havia terminado. Aranha caranguejeira, ratos, amigos que afrontam, que visitam. Sempre me desentendo com eles... Ligo o computador, penso em algum site de bom conteúdo, procuro por artigos, revistas, entrevistas... e entre essas e outras vistas, me livro do que visto e desvio minha conduta. As palavras que não digo, as poesias que não escrevo, os versos que não leio, tudo, tudo é por minha própria culpa. Entrego-me aos desejos da carne, da carne que não tenho e tanto desejo, e na falta me tenho, me tomo, me toco, me temo. Gozos não de alegria, mas me alegro pelo sono que logo me toma e me impede de continuar o relato








Possível capítulo de um possível romance. Possível...

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Autor: Ronaldo Nunes
•9/01/2013 02:09:00 PM
[Banksy]

Louve o Deus da prosperidade
Blasfeme contra o Deus da justiça
Seja alguém na vida
Estude, mas só medicina ou direito (só assim será alguém)
Cuide dos seus
Ignore os dos outros
Ame o próximo
Afaste-se de todos
Viva a vida intensamente
Pare para postar nas redes sociais
Faça juras de amor
Saiba mentir
Escreva poesias
Guarde todas
Passe o dia dormindo
Indigne-se com a morte
Alegre-se em lembrar-se dos tempos de infância
Não queira ter filhos
Leia o que aqui está escrito
Não reflita sobre isso.







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Autor: Ronaldo Nunes
•8/14/2013 07:37:00 PM
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Nosso amor é eterno. Digo; é terno nosso amor.




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Autor: Ronaldo Nunes
•7/29/2013 09:14:00 PM
 [créditos da imagem]


Se dependesse da gramática tradicional, “a gente” seria uma oração incompleta, formada por artigo mais substantivo, ortograficamente separados. Mas como “a gente” pode se considerar pronome pessoal da primeira pessoa do plural, é de comum acordo que sejamos feito nós bem dados.Temos convicção plena de que AGENTE tem mais é que ficar junto. 



Usando nossa língua e a linguagem pra falar de amor.







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Autor: Ronaldo Nunes
•7/23/2013 04:42:00 PM
[créditos da imagem]


Menina com uma flor ou menina flor?
Olha,
Floricultor não sou;
Desconheço classificações, descrições e curiosidades...

Para mim, rosas são sempre vermelhas
Poetas são sempre tristes
Versos são sempre lágrimas
E folhas de papel são flores, plantas, jardins...
Rego em palavras
Proclamo que a felicidade
Floresça em mim.

Vejo-te forte, com vigor e beleza sútil
Vejo-te além da casca
És flor preferida de quem nunca partiu.

Não chore, não murche, não deixe de reinar
És flor independente
No jardim da vida, como tu, outra não há.

Sem exageros,
Copos de leite alvos como dentes bem cuidados...
Girassóis que acompanham feito olhos intensos, vidrados...

É poesia. Não o que escrevo, e sim o que vejo.
Notei-te, aproximei-me,
Mas sensível pela própria natureza da flor, não me dei conta que ao toca-la, poderia lhe machucar como tantos outros que lhe admiraram.
É, eu sei:
O só admirar, para uma flor não basta...
É preciso cuida-la.

Peço perdão, que estas lágrimas fortaleçam suas raízes e que assim floresça ainda mais em meu jardim.




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Autor: Ronaldo Nunes
•7/11/2013 12:05:00 AM



   [créditos da imagem]

Sorte de verdade tem quem
não acredita em azar.






                        
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Autor: Ronaldo Nunes
•6/29/2013 10:55:00 AM
[créditos da imagem]

Toda vez que me deparo com algum homem sentado de perna cruzada, logo me recordo de um homem que amei, amo, e sempre irei amar. Essa imagem de um homem culto, calmo, aparentemente frágil, e despreocupado com o reparar machista, sempre me contempla com um pensar nostálgico. Recordo-me de um grande homem. E num misto de tristeza e alegria, tenho o meu dia transformado através dessa imagem tão poética... Um homem de pernas cruzadas e uma expressão reflexiva. Talvez se essa imagem não me despertasse este lado triste, jamais notaria a alegria que ela me causa, pois é na ambiguidade que descubro as possibilidades.
A tristeza é ínfima comparada com o contentamento que tenho ao me deparar com essa cena. Ínfima, pois o gozo que há no relembrar de um grande homem, vale a pena qualquer sofrimento causado pela sua ausência física. Sofro só por não tê-lo mais em corpo presente, alegro-me por saber que sua memória sempre se faz presente. Amo este homem! Este homem é meu pai. Homem que sempre vejo em outro que se dispõe a manter-se de pernas cruzadas. Homem, que como este que me fez lembra-lo, descruzou as pernas calmamente, sem alarde, e se foi...



Homem,
um grande homem... Foi meu pai.





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Autor: Ronaldo Nunes
•6/14/2013 11:26:00 PM
[créditos da imagem]


Cá estamos no mesmo lugar
Você querendo passar
E nós impulsionados (não só) pela passagem
Eu vim a pé
Mas vós, vindes sentado
Eu, ainda de pé
Mas não somente por vinte centavos

Uma hora a bomba explode...
Antes se pregava que a revolução não seria televisionada
Relatar a mobilização do povo; não pode, não pode!
-Desculpa seu guarda!
Vinagre, vinagre... Juro eu não vi nada!

Policiais usando suas armas
Para impedir: spray de pimenta, balas de borracha...
Mas se quer saber, nada disso me assusta!
Nada disso me abala!
E para ver meu povo vencer,
Compro essa guerra por menos de 20 centavos
Se depender de mim, nessa eu luto de graça!



               


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Autor: Ronaldo Nunes
•5/31/2013 12:09:00 AM
[créditos da imagem]

Une belle chanson, moi avec ma pénsée
Aznavour falando de amor
E eu, como sempre, pensando em você.

É estranho, não sei bem o que dizer.
Je regarde la télé
I remember... Rich dad poor dad;
Le piano, as notas, suas costas...
O toque, Ah o toque...
Os lábios, Ah os lábios...
Ambos.

C’est bon!
Voici tout ce que je pense maintenant.

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Autor: Ronaldo Nunes
•5/21/2013 04:35:00 PM

[créditos da imagem]

Se toda beleza finda
E o sol não aquece incessante
Se toda tristeza de eterna é travestida                           
Desmascaremo-la doravante

Fugiremos da constância
Do acreditar no imutável
Tudo é transitivo
E só a inconstância é estável

Gregório que me perdoe
Mas os escritos reverberam novos poetas
E quem não aceita a inconstância dos ventos
Cuide de não deixar as janelas abertas.





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Autor: Ronaldo Nunes
•5/11/2013 12:57:00 PM





Todo mundo é bom até que desaprove "o contrário".







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Autor: Ronaldo Nunes
•5/01/2013 11:41:00 AM

[créditos da imagem]
-
Já fui menino que morou em casa com porta de vidro. Fui menino, daqueles que tem medo de olhar para porta e ver alguém passando, chegando, assustando... Ainda hoje sou menino, e tenho medo... Só que agora o medo é outro: o de olhar para porta, e não ver ninguém passar ou chegar. Típico medo de quem sente que está envelhecendo...


sozinho.





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Autor: Ronaldo Nunes
•4/25/2013 11:18:00 PM
[créditos da imagem]

Falo, e um dia eu mudo.
Daí, calo.
Quando calo,
Eu, mudo: Não falo.









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Autor: Ronaldo Nunes
•4/13/2013 08:02:00 PM
[créditos da imagem]


Amai o próximo, e também o da vez. Amai. Amai o que não te ama, não para que ele retribua tal amor, amai, porque é dos que amam o Reino do Senhor. Amai demasiadamente, repetidamente, insistentemente e consequentemente, verás o amor. Viverá o amor. E eu vi, e tu também verás... quem amou, quem amarás. O amor... esse amor que, desde os primórdios, se faz presente. Substantivo abstrato. Amar; este verbo que transita entre corações e mentes. Verbo que se fez carne para que pudéssemos sentir, na pele, o amor.








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Autor: Ronaldo Nunes
•3/13/2013 08:34:00 AM
[créditos da imagem]

Aquele corpo violão na minha frente, e o convite: 
dedilha-me.







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Autor: Ronaldo Nunes
•3/01/2013 03:38:00 PM

                                                        [créditos da imagem]                                                                     

 O que é a morte?  Pergunta sem resposta... Talvez! Para nós que ainda estamos vivos. Vivos? Talvez se nisto estiver enquadrado o ato (ainda que involuntário) de apenas sobreviver. A morte é uma incógnita, um enigma, é o medo que invade, adentra n’alma, não bate à porta. É mal educada, indiferente, incomunicável. Porém, sempre se faz notável. A morte é um mistério, a vida é outro dado por revelação. O homem busca respostas, busca menos sofrer. Não obstante, faz-se de mais porquês. Homem buscando vida eterna... Ora, não seria isso, talvez, morrer?!    






...

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Autor: Ronaldo Nunes
•2/21/2013 12:17:00 AM

[créditos da imagem]
Quero e não quero escrever.
Preciso escrever... Mas,
nada descreve tão bem o que ando sentindo quanto uma folha em branco, vazia, só, ela, eu...


... e quando o vazio de dentro encontra o vazio de fora
da folha branca, morta
sufoca, a folha
e a falha de não conseguir exprimir - morte do poeta -
se materializa na falta de expressão
de uma folha branca, inata
e de um poeta morto, insosso
que sobre o próprio bloqueio vazio disserta
sobre o vazio de uma folha branca, deserta...










Colaboração de Jéhssyca Fiúza.








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Autor: Ronaldo Nunes
•1/30/2013 04:40:00 PM

[créditos da imagem]

Todo esse talento ao relento
E no intento eu tento
ganhar o meu sustento
com o que tem me alimentado.

Bons poetas, belos artistas...
Estou embasbacado!
Contaminado, fui...
Por esse vírus da inspiração.
Faço o que me torna feito,
mas não é o feito que me fascina,
é o fazer, isso que acho bom.
...
Preste atenção!
...
Da poesia de poeta,
Pro poeta,
O que presta, é o contemplar do estar na criação.




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Autor: Ronaldo Nunes
•1/29/2013 07:58:00 PM

[créditos da imagem]

Desconfio que anjos não tenham auréolas e asas,
muito menos que sejam invisíveis.
Desconfio?
Não, tenho a convicção!
Pois essa figura angelical que andam descrevendo por aí,
não se assemelha em nada com os anjos que reconheço no meu dia-a-dia.
Anjos que querem o meu bem,
que cuidam de mim.
Anjos que tanto me protegem,
que intercedem...
Ora, não seria a ausência de um par de asinhas e uma auréola capazes de, desmerecem,
desprestigiarem toda grandeza desses seres celestiais que zelam por mim,
dos anjos que me dão o direito de chamá-los de meus...
Confesso, sou abençoado pelo ser supremo e regente de toda existência terrena,
pois Ele permitiu-me reconhecer essa população celeste em terras frias e pálidas.

Sou um iluminado... Estou cercado por pessoas irradiadas de luz.
Estou sendo sempre iluminado... Anjos de luz não têm auréolas, e sim, brilho nos olhos.






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Autor: Ronaldo Nunes
•1/14/2013 07:44:00 PM
[Créditos da imagem]

... E que todo o mau olhado seja apenas um mal olhar.





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Autor: Ronaldo Nunes
•1/09/2013 02:41:00 PM

[créditos da imagem]

Homens não prestam!
Mulheres são superficiais!
Homens são infiéis...
Mulheres são infelizes...
Homens e mulheres não se amam,
Vivem em comum acordo
Pela satisfação individual...
Poetas mentem
Poetas enganam e se deixam enganar
Poetas escrevem besteiras
Só para ter o que poetizar.




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Autor: Ronaldo Nunes
•1/04/2013 11:43:00 PM
                                                             [créditos da imagem]

Dona Mazé vendia salgados, pratinhos de comida típica nordestina, mousse, bolo... Era quinta-feira, noite, transcorria tudo dentro do habitual, mais um dia de vendas como tantos outros. De repente, entra em seu estabelecimento um jovem rapazinho e pede um pedaço de bolo. Enquanto Dona Mazé corta a fatia e serve-o em um prato, o menino diz: ... é que hoje eu tava com uma vontade danada de comer um bolo. Dona Mazé atenta ao corte cirúrgico que empregava no desejado bolo, nem prestou atenção no que o rapazinho disse. Disposto ainda em dizer o porque de seu querer demasiado por aquele pedaço de bolo, o menino diz mais: sabe, hoje eu tô com essa vontade toda de comer bolo, só por causa do aniversário. Dona Mazé agora meio atenta ao que o menino dizia e principalmente no bolo, interpela: Aniversário? De quem? O menino: isso! Aniversário... tô fazendo hoje 11 anos, hoje é meu aniversário! Dona Mazé entrega a fatia de bolo e parabeniza o menino pela data. O menino que costumeiramente anda por aquelas ruas até tarde da noite, sozinho, sempre com roupas encardidas e a canela russa, agradece a Dona Mazé e segue rua fora... Alegre, certo de que fez bom negócio gastando sua única moeda de um real, sai contente. Sentia-se importante por aquela data, a sua data, ainda que sem presentes, festas, velas pra assoprar, ou simplesmente uma broa de fubá dada a ele pelos pais, estava feliz, pois ganhara "aquele" pedaço de bolo, o seu bolo... Mais que justo, dar a si mesmo o primeiro e talvez único pedaço de bolo do dia.





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Autor: Ronaldo Nunes
•1/02/2013 01:31:00 AM


Minha mãe costumava dizer que para se esquecer dos problemas, para tirar os maus pensamentos, pra afastar o medo e a insegurança, tinha por hábito pensar em paisagens calmas, pastos verdejantes, pássaros, cachoeira, natureza... Ela acreditava piamente que Deus estava ali, e que tudo fora criado com amor, Deus era (é) amor. Mamãe confidenciava-me escutar os sons dos pássaros, da água corrente, mentalizava cores vivas, intensas, das mais variadas. Por vezes peguei mamãe à noite com os olhos fechados em um silêncio profundo, mas sempre sensível a minha chegada esboçando um leve sorriso, acalmava-me.  Recordo-me bem disso, lembro-me de quantas vezes eu também fechei os olhos para imaginar belas paisagens. Lembrei, assim como também me recordo da última coisa que ela disse a mim... Mas isto, não digo. Depois, forçaram-na a ficar de olhos abertos, estarrecidos, assustados pelo o que o destino lhe preparara. E eu, Também olhei. Olhei, e nem tive tempo de fechar os olhos pra imaginar um lugar melhor. Daí, ela fechou os olhos, não mais abriu... Desta vez, sentiu-se demasiadamente encantada pela paisagem e mais perto de Deus.




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