Autor: Ronaldo Nunes
•1/30/2013 04:40:00 PM

[créditos da imagem]

Todo esse talento ao relento
E no intento eu tento
ganhar o meu sustento
com o que tem me alimentado.

Bons poetas, belos artistas...
Estou embasbacado!
Contaminado, fui...
Por esse vírus da inspiração.
Faço o que me torna feito,
mas não é o feito que me fascina,
é o fazer, isso que acho bom.
...
Preste atenção!
...
Da poesia de poeta,
Pro poeta,
O que presta, é o contemplar do estar na criação.




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Autor: Ronaldo Nunes
•1/29/2013 07:58:00 PM

[créditos da imagem]

Desconfio que anjos não tenham auréolas e asas,
muito menos que sejam invisíveis.
Desconfio?
Não, tenho a convicção!
Pois essa figura angelical que andam descrevendo por aí,
não se assemelha em nada com os anjos que reconheço no meu dia-a-dia.
Anjos que querem o meu bem,
que cuidam de mim.
Anjos que tanto me protegem,
que intercedem...
Ora, não seria a ausência de um par de asinhas e uma auréola capazes de, desmerecem,
desprestigiarem toda grandeza desses seres celestiais que zelam por mim,
dos anjos que me dão o direito de chamá-los de meus...
Confesso, sou abençoado pelo ser supremo e regente de toda existência terrena,
pois Ele permitiu-me reconhecer essa população celeste em terras frias e pálidas.

Sou um iluminado... Estou cercado por pessoas irradiadas de luz.
Estou sendo sempre iluminado... Anjos de luz não têm auréolas, e sim, brilho nos olhos.






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Autor: Ronaldo Nunes
•1/14/2013 07:44:00 PM
[Créditos da imagem]

... E que todo o mau olhado seja apenas um mal olhar.





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Autor: Ronaldo Nunes
•1/09/2013 02:41:00 PM

[créditos da imagem]

Homens não prestam!
Mulheres são superficiais!
Homens são infiéis...
Mulheres são infelizes...
Homens e mulheres não se amam,
Vivem em comum acordo
Pela satisfação individual...
Poetas mentem
Poetas enganam e se deixam enganar
Poetas escrevem besteiras
Só para ter o que poetizar.




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Autor: Ronaldo Nunes
•1/04/2013 11:43:00 PM
                                                             [créditos da imagem]

Dona Mazé vendia salgados, pratinhos de comida típica nordestina, mousse, bolo... Era quinta-feira, noite, transcorria tudo dentro do habitual, mais um dia de vendas como tantos outros. De repente, entra em seu estabelecimento um jovem rapazinho e pede um pedaço de bolo. Enquanto Dona Mazé corta a fatia e serve-o em um prato, o menino diz: ... é que hoje eu tava com uma vontade danada de comer um bolo. Dona Mazé atenta ao corte cirúrgico que empregava no desejado bolo, nem prestou atenção no que o rapazinho disse. Disposto ainda em dizer o porque de seu querer demasiado por aquele pedaço de bolo, o menino diz mais: sabe, hoje eu tô com essa vontade toda de comer bolo, só por causa do aniversário. Dona Mazé agora meio atenta ao que o menino dizia e principalmente no bolo, interpela: Aniversário? De quem? O menino: isso! Aniversário... tô fazendo hoje 11 anos, hoje é meu aniversário! Dona Mazé entrega a fatia de bolo e parabeniza o menino pela data. O menino que costumeiramente anda por aquelas ruas até tarde da noite, sozinho, sempre com roupas encardidas e a canela russa, agradece a Dona Mazé e segue rua fora... Alegre, certo de que fez bom negócio gastando sua única moeda de um real, sai contente. Sentia-se importante por aquela data, a sua data, ainda que sem presentes, festas, velas pra assoprar, ou simplesmente uma broa de fubá dada a ele pelos pais, estava feliz, pois ganhara "aquele" pedaço de bolo, o seu bolo... Mais que justo, dar a si mesmo o primeiro e talvez único pedaço de bolo do dia.





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Autor: Ronaldo Nunes
•1/02/2013 01:31:00 AM


Minha mãe costumava dizer que para se esquecer dos problemas, para tirar os maus pensamentos, pra afastar o medo e a insegurança, tinha por hábito pensar em paisagens calmas, pastos verdejantes, pássaros, cachoeira, natureza... Ela acreditava piamente que Deus estava ali, e que tudo fora criado com amor, Deus era (é) amor. Mamãe confidenciava-me escutar os sons dos pássaros, da água corrente, mentalizava cores vivas, intensas, das mais variadas. Por vezes peguei mamãe à noite com os olhos fechados em um silêncio profundo, mas sempre sensível a minha chegada esboçando um leve sorriso, acalmava-me.  Recordo-me bem disso, lembro-me de quantas vezes eu também fechei os olhos para imaginar belas paisagens. Lembrei, assim como também me recordo da última coisa que ela disse a mim... Mas isto, não digo. Depois, forçaram-na a ficar de olhos abertos, estarrecidos, assustados pelo o que o destino lhe preparara. E eu, Também olhei. Olhei, e nem tive tempo de fechar os olhos pra imaginar um lugar melhor. Daí, ela fechou os olhos, não mais abriu... Desta vez, sentiu-se demasiadamente encantada pela paisagem e mais perto de Deus.




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