Autor: Ronaldo Nunes
•1/04/2013 11:43:00 PM
                                                             [créditos da imagem]

Dona Mazé vendia salgados, pratinhos de comida típica nordestina, mousse, bolo... Era quinta-feira, noite, transcorria tudo dentro do habitual, mais um dia de vendas como tantos outros. De repente, entra em seu estabelecimento um jovem rapazinho e pede um pedaço de bolo. Enquanto Dona Mazé corta a fatia e serve-o em um prato, o menino diz: ... é que hoje eu tava com uma vontade danada de comer um bolo. Dona Mazé atenta ao corte cirúrgico que empregava no desejado bolo, nem prestou atenção no que o rapazinho disse. Disposto ainda em dizer o porque de seu querer demasiado por aquele pedaço de bolo, o menino diz mais: sabe, hoje eu tô com essa vontade toda de comer bolo, só por causa do aniversário. Dona Mazé agora meio atenta ao que o menino dizia e principalmente no bolo, interpela: Aniversário? De quem? O menino: isso! Aniversário... tô fazendo hoje 11 anos, hoje é meu aniversário! Dona Mazé entrega a fatia de bolo e parabeniza o menino pela data. O menino que costumeiramente anda por aquelas ruas até tarde da noite, sozinho, sempre com roupas encardidas e a canela russa, agradece a Dona Mazé e segue rua fora... Alegre, certo de que fez bom negócio gastando sua única moeda de um real, sai contente. Sentia-se importante por aquela data, a sua data, ainda que sem presentes, festas, velas pra assoprar, ou simplesmente uma broa de fubá dada a ele pelos pais, estava feliz, pois ganhara "aquele" pedaço de bolo, o seu bolo... Mais que justo, dar a si mesmo o primeiro e talvez único pedaço de bolo do dia.





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