Autor: Ronaldo Nunes
•6/19/2015 04:21:00 AM
[créditos da imagem]

Traga-me um Quintana. Traga-me, Mário. Faça de mim teu cigarro... Tão simples e essencial para a vida como os escritos de quem passarinho. Inspiração! Pois na vida os que atravacam nosso caminho passarão, e só os passarinhos ficarão. Cuidemos de nosso jardim, porque em todo caso, a borboleta em sua mais completa ingratidão não nos fere com seu ataque, sua ira parece-nos mais agradável que o beijo amável de um cavalo. Façamos o bem, façamos bem, façamos ao próximo, ao do momento e ao anterior se ainda der tempo. Faça o bem, não importa a quem. E quem de toda incerteza e intempestividade da vida está isento? Quem por mais à frente que esteja pode prever o momento a seguir? Quem sabe em que caminho seguir? Em meio a tantas incertezas e o cricrilar dos grilos, carrego a certeza clichê de que tudo finda, tal qual o cigarro que trago. Por isso, quero na minha lápide o que Mário, o poeta, sugeriu em uma “inscrição para um portão de cemitério”: Na mesma pedra se encontram, / Conforme o povo traduz, / Quando se nasce - uma estrela, / Quando se morre - uma cruz. / Mas quantos que aqui repousam / Hão de emendar-nos assim: / “Ponham-me a cruz no princípio... / E a luz da estrela no fim!".





...Hiato...
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